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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

OS ANTIGOS - SERGIO MORAES TEIXEIRA - Santa Rita do Sapucaí - MG

 


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- Pai: Jorge Carlos Teixeira

-Mãe: Custódia Coutinho Moraes

- Nascimento : 12 de Setembro de 1897 em Santana do Sapucay ( hoje Silvianópolis - MG) 

- Esposa: Edith Moreira

Dessa união vieram 8 filhos: Maurício, Mari, Marice, Mariza, Múcio, Maria Aparecida (Cida), Neuza e Victor Hugo


     SÉRGIO MORAES TEIXEIRA, modelo de verdadeiro cidadão, foi exemplo de trabalho honesto e produtivo e de seus valores éticos e morais; sempre foi líder, empreendedor com visão de futuro, sempre à frente nas áreas que atuou. Pessoa de hábitos simples, severos e coração generoso.

     Nasceu em Santana do Sapucay (hoje Silvianópolis), MG, em 12 de setembro de 1897, filho de Jorge Carlos Teixeira e Custódia Coutinho Moraes, faleceu em Pouso Alegre em 11 de junho de 1978, e foi sepultado em Santa Rita do Sapucaí, sua terra adotiva .

     Contava que começou a trabalhar, ainda menino, carpindo arroz nas várzeas do Rio Dourado em Silvianópolis; um trabalho duro; o pior, afirmava, eram as picadas das formigas lava-pés nos pés descalços.

     Adolescente, com as economias desse trabalho, deu o pequeno primeiro passo para uma longa jornada de sucesso: comprou uma novilha infestada de carrapatos e bernes –algumas pessoas comentaram que havia começado mal nos “negócios”, pois levara uma “manta”, como se dizia antigamente na roça. Cuidou da novilha, limpou dos carrapatos e bernes, deixou em bom pasto e a revendeu com um bom lucro. Ficou uma primeira lição, que repassava: “Não compre gado gordo, não venda gado magro”.

     Norteado por essa experiência foi desenvolvendo a atividade de negociar com gado; depois com revenda de sal, arame farpado e outras mercadorias de uso nas atividades agropecuária nos arredores.

     O segundo passo, já mais largo, mal entrando na juventude, foi em meados da primeira década do século passado; edificou uma meia-água à beira da estrada de Santana (Silvianópolis) à Vila de Pico Agudo (hoje São João da Mata), junto a ponte sobre o Rio Dourado; era uma estrada importante por ligar Pouso Alegre à Machado e Alfenas; local estratégico. Estabeleceu como comerciante, na que ficou conhecida como a “Venda do Sérgio”.

     Espírito inquieto e destemido, no fim dessa década vendeu tudo que tinha, a “venda” com o estoque, algum gado e, com mais dois conterrâneos, partiu para o “sertão” em uma aventura que os pais, parentes e amigos, consideravam uma loucura de moço.

     Foi parar na Vila de Santa Vitória, pontal do Triângulo Mineiro, junto às divisas com Goiás e Mato Grosso. Ali estabeleceram com uma casa comercial, a “Casa Santanense”.

  Tinham como fregueses fazendeiros do Triângulo Mineiro, Goiás e Mato Grosso. Vendiam mercadorias diversas e as contas eram acertadas meses depois. Sérgio, na sociedade, era o “recebedor”; como havia muito pouco dinheiro em circulação os pagamentos, de uma maneira geral, eram em gado. Assim, ele saia em longas jornadas com sua “comitiva”, para fazer os recebimentos. Eram dias, negociando o crédito e dias voltando, tangendo as reses, pernoitando nos pouso costumeiros. Bem à frente da “comitiva” seguia a tropa da cozinha, que parava em pontos de “serventia de água”, preparava as refeições à espera do grupo.

    Chegando em Santa Vitória, o gado, recebido em pagamento, após um período de “engorda”, era negociado na região; ou, em outra jornada, até Uberaba, para embarque em estrada de ferro, rumo um frigorífico em Cruzeiro, SP.

     Para atender os pedidos da mãe, inconformada e temerosa do filho tão distante, vendeu a sua parte no negócio, recebeu em gado e voltou para sua terra natal.

    Acabou adquirindo um sítio no município de Santa Rita do Sapucaí, onde passou a negociar com gado.

     Nas suas idas a Santa Rita, conheceu a filha de um fazendeiro das proximidade de seu sítio, Antonio Moreira da Costa Jr. (“Tonico Moreira”), e acabou casando com a filha Edith, sua companheira corajosa e incentivadora. Dessa união vieram 8 filhos: Maurício, Mari, Marice, Mariza, Múcio, Maria Aparecida (Cida), Neuza e Victor Hugo 

    Na região era conhecido como o “boiadeirinho”, uma ilha de pasto no meio de um mar de cafezais.

   Com a grande crise mundial de 1929, veio a grande quebradeira da maioria dos cafeicultores, inclusive de um poderoso vizinho. Em um cenário de lavouras abandonadas, Sérgio decidiu plantar café; admoestado pelo pai, respondeu que o mundo não iria parar de beber café e quando ele estivesse colhendo estaria muito valorizado, face ao abandono geral das lavouras. E assim foi. Quando começou a colher o café que havia plantado em plena crise, o produto era escasso face o abandono de lavouras e estava muito valorizado. Com os lucros ampliou então seu sítio, comprando propriedades vizinhas.

   Em meados da década de 1930 adquiriu máquinas e equipamentos de uma fábrica de laticínios desativada e implantou a mesma na propriedade. Adquiriu também um caminhão e passou a levar os queijos e manteiga que fabricava para Campinas e São Paulo, vendendo a comerciantes até que instalou um comércio de atacado e varejo em São Paulo.

   Conhecendo uma fazenda criadora de gado Jersey acabou por comprar novilhas e reprodutores e passou a desenvolver esta raça, ideal para produção de laticínios de qualidade.

   Ampliando seus negócios, em 1941 adquiriu uma fazenda em Pouso Alegre, no bairro rural Ypiranga, onde implantou também um criatório da raça Jersey –foi o pioneiro na região. Suas fazendas, em Santa Rita e Pouso Alegre (em 52 adquirira outra), passaram a ser referência nesta criação.

    Na sua “Fazenda Bom Retiro”, construiu uma escola para as crianças da fazenda e redondezas. A Professora municipal, Dona Gaby Junqueira, passava a semana (segunda/sábado) hospedada na fazenda.

    Ainda na década de 40 adquiriu uma fábrica de laticínios em Santa Rita do Sapucaí, continuando com o comércio em São Paulo. Começo da década de 50 houve superprodução de café; o governo brasileiro, comprava barato café dos produtores e queimava e via Banco do Brasil financiava produtores para erradicarem lavouras mais velhas; Sérgio fez ao contrário, plantou lavouras novas; dizia: "plante quando a semente for barata".

    Em meados da década de 50, resolveu dedicar somente à sua paixão, o gado Jersey. Com os contatos com a “Leite Paulista” em São Paulo, liderou a formação de uma cooperativa em Santa Rita (hoje Cooperrita), vendeu a fábrica para a mesma, não quis assumir nenhuma função, continuando até o fim de sua vida como simples cooperado. Transferiu residência para a sua fazenda; integrou a Associação Rural e participava das exposições, ganhando vários troféus de excelência.

   Em 1968, destacou uma área de uma fazenda em Pouso Alegre, propriedade, frontal a Rodovia Fernão Dias, para a implantação de uma concessionária Chevrolet, posto de abastecimento e serviços rodoviários (Mavesa); para a realização desse objetivo, contratou com a antiga Companhia Sul Mineira de Eletricidade e assumiu os custos de levar a linha de distribuição, do antigo DNER (hoje DENITT), até o “Trevo da Brasilinha” (como ficou conhecido popularmente a interseção do Fernão Dias, BR-381, com a Juscelino Kubitchek (BR-459); da mesma forma fez com a linha telefônica. Assim, tudo o que veio depois, ao longo e além desse percurso e região, foi beneficiado por estas ações de Sérgio Morais Teixeira.

    Espírita kardecista sempre apoiou as atividades assistenciais aos mais pobres; principalmente asilos em Sta Rita e Pouso Alegre; inclusive doou um grande terreno para o centro espírita na avenida Delfim Moreira.

     Sempre estimulado e apoiado pela sua esposa Edith Moreira Morais; com a morte dela, em fevereiro de 1978, a saudade o levou quatro meses depois, em 11 de junho.


* Texto enviado por Victor Hugo Moreira Moraes




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