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quarta-feira, 19 de junho de 2019

TV FRED CUNHA NEWS - DESENHOS DOS ANOS 60 - CORRIDA MALUCA







Abertura





O Desenho.

   Em 1968 a rede norte-americana CBS teve a estreia de uma série animada que marcaria toda uma geração ACorrida Maluca.
   Jerry Eisenberg e Iwao Takamoto criaram para os estúdios Hanna-Barbera um novo conceito. Em vez de um personagem central e seus amigos e inimigos, ou um pequeno grupo de personagens principais, a série Corrida Maluca 
trouxe mais de vinte protagonistas, todos participantes de uma louca corrida onde valia tudo, menos perder. Para isso, eles se inspiraram principalmente no longa-metragem que fez um grande sucesso em 1965, A Corrida do Século (de Blake Edwards), de onde tiraram, por exemplo, o vilão Dick Vigarista do personagem interpretado por Jack Lemmon e a Penélope Charmosa da personagem de Natalie Wood. Outro filme de 1965, que não foi esquecido como base para o desenho, foi Esses Homens Maravilhosos com Suas Máquinas Voadoras (de Ken Annakin) de onde vieram muitas das caracterizações físicas dos personagens.

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   Corrida Maluca foi apresentado originalmente pela rede CBS, nos Estados Unidos, estreando no dia 14 de setembro de 1968 e ficando no ar até o dia 5 de setembro de 1970. Depois de duas temporadas, totalizou 17 episódios, cada um com duas diferentes corridas, tendo ao todo 34 disputas.



A História

   Disputando o título de "O Corredor Mais Louco do Mundo", onze carros (se é que podemos chamar de carros aquelas engenhocas) correm por diversas estradas, cheias de obstáculos e perigos. Os episódios giravam em torno do grande enduro que começava quando um simpático narrador anunciava: "aqui estão os volantes mais birutas do mundo para realizar mais uma Corrida Maluca. Numa disputa do título de "Volante Mais Biruta do Mundo" e aí eles se alinhando...”
   Geralmente os competidores usavam tudo que seu veículo lhe proporcionava para fugir dos obstáculos da corrida, mas sempre de maneira limpa e esportiva, exceto por um competidor, o Dick Vigarista, que preferia passar a maior parte do tempo inventando armadilhas para despistar os corredores. Essa prática, parecia ser realmente mais importante para o Dick do que propriamente vencer, já que muitas vezes estando em primeiro lugar e a quilômetros de distância, ele parava seu carro para montar as armadilhas. Claro que os esforços maliciosos de Dick nunca davam certo e na verdade prejudicavam mais sua performance na disputa do que aos outros competidores. Por isso, o vilão só conquistou o primeiro lugar na corrida da Cidade Fantasma, mas foi desclassificado pelos juízes por trapacear na chegada.


Os Pilotos
 
  O veículo de número 00 trazia um inesquecível par de vilões, Dick Vigarista e seu cãozinho Muttley. Sempre inventando complicados planos para colocar os outros competidores fora da corrida, Dick invariavelmente se dava mal. Seu carro foi o único a nunca vencer uma das 34 provas, apesar de todo o esforço de Dick, o que era motivo de sobra para Muttley rir das asneiras do dono.






    O carro número 1, chamado de Carro da Idade da Pedra era pilotado pelos irmãos Rock e Gravel ou simplesmente os Irmãos Rocha. Peludos homens das cavernas eles eram parecidíssimos com o Capitão Caverna, enquanto seu veículo lembrava muito oscarros que apareciam nos desenhos dos Flintstones. 
   Dando pauladas um na cabeça do outro os irmãos levaram o Carro da Idade da Pedra três vezes à vitória, em Idaho 2, Baja-Ha-Ha e A Toda Velocidade.


   O Coupê Assombrado, inscrito no número 2, levava personagens que pareciam saídos da Família Addams. O carro era apavorante, cercado de fantasmas, e lembrava uma junção de um veículo antigo com uma torre de um castelo da Transilvânia. Seus pilotos eram o baixinho Medinho, uma espécie de Gomez e seu Gigante de estimação Medonho, uma versão moderna do Frankenstein. Mas no seu interior ainda escondia-se um dragão, uma serpente marinha, uma bruxa, entre outras criaturas. O Coupê Assombrado ganhou três corridas: Wyoming, Road Island e Racine Carlsbad.


   O professor Aéreo era uma espécie de cientista louco que pilotava seu veículo de número 3, também conhecido como Carro Conversível. Com um estranhíssimo senso de humor, o Professor era conhecido como um rival de Dick Vigarista, pois o seu carro era um dos poucos capazes de fugir de suas armadilhas, graças às engenhocas do professor que permitiam bloquear as trapaças feitas pelo vilão.  O professor venceu ao todo três corridas, a de Missouri, Texas e Uni-Duni-Tê.


   O Lata Escarlate era outro veículo híbrido, meio carro, meio avião no estilo da Primeira Guerra Mundial, que vinha até com metralhadoras e outros artefatos bélicos. O carro que levava o número 4 estampado e era pilotado pelo Barão Vermelho, personagem inspirado no aviador de mesmo nome, venceu três vezes a Corrida Maluca, em Arkansas, Altos e Baixos e Pólo Norte.


   Uma das favoritas da torcida vinha no carro de número 5 chamado Carrinho para Frente. O carango todo cor-de-rosa, aliás a cor favorita de Penélope, tinha até até rosto feminino. Com seu batom e pó-de-arroz, a patricinha Penélope Charmosa, não abria mão de suas engenhocas que a ajudavam a manter-se sempre linda, durante as corridas. A figura feminina da corrida representou bem as mulheres e levou o troféu de primeiro lugar em quatro oportunidades: na Cidade Fantasma, Alabama, Pensilvânia e Carlsbad.


   Correndo com o número 6, tínhamos uma mistura de tanque de guerra, rolo compressor e jipe chamado de Carro Tanque. O forte e rápido tanque do exército americano era controlado pelo sonolento soldado Meekley e seu rude Sargento Bombada, no que parecia ser uma homenagem ao Recruta Zero e ao Sargento Tainha. Apesar de pilotarem um carro extremamente pesado os dois militares venceram três vezes a Corrida Maluca, em Gorila, Chillicothe e Idaho.


   No carro número 7 escondia-se uma quadrilha de sete gângsteres anões conhecida como a Quadrilha da Morte. Liderada pelo baixinho Clyde, a quadrilha tinha ainda outros seis pilotos do carro Bomba Bala. Eram eles: o beiçudo Rug-Bug, Danny, o carrancudo Mac, o simpático Kurby, Willy e o bobão Dum Dum. Apesar do espaço do carro eles sempre andavam todos juntinhos no interior do veículo. Os gangsteres atrapalhados ganharam 4 corridas: Virgínia, Dakota, Raleigh e Hackensack.


   Diretamente do Arkansas, participava da corrida o caipira Tio Tomás e seu urso de estimação, o covarde Chorão. Enquanto o caipira quase adormecia de tanta preguiça, o encorpado Urso só faltava enfartar com os perigos da estrada. A bordo do carro número 8, a Carroça à Vapor, os dois conduziam sua corrida bem no estilo Família Buscapé. O caipira, fumando seu cachimbo tranquilamente e com aquele carregado sotaque do Texas, ainda abocanhou 4 corridas durante os episódios de Corrida Maluca. Foram elas: Yellow Rock, Pântano, Dellaware e Hollywood.


   O galã da corrida Peter Perfeito, vinha no possante número 9, o comprido dragster conhecido como Carrão Aerodinâmico. Peter era conhecido por seu cavalheirismo. O engraçado era que seu veículo vivia se desfazendo, obrigando Peter a repará-lo o tempo todo, apesar de algumas vezes conseguir escapar de situações complicadas, devido ao desenho do seu carro. Seu jeitão de garoto propaganda de creme dental lhe rendeu 4 corridas no pódio, a do Mississipi, Washington, Deserto e Flórida.


   Com o número 10, um carro de madeira e rodas de serra pilotado pelo Rufus Lenhador e seu amigo castor Dentes-de-Serra. O Serromóvel tinha umas rodas de serra elétrica o que transformava Rufus numa espécie de vilão, já que vez ou outra prejudicava algum competidor com seus carro. O robusto corredor com aquele sorrisinho irônico foi três vezes o vencedor da corrida, ganhando a do Bem no Coração, Estrada Não Era Essa e Vale Tudo.









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