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domingo, 19 de abril de 2020

SANTA RITA NEWS - SANTA RITA É NOTÍCIA !!!






Legal demais a narrativa do Adriano Santos ....
Vale a pena conferir... 

14 de Setembro de 2016

Nasci e cresci no interior. Sou de Franca. Em dezembro completo 15 anos na imensidão paulistana. Já estive algumas vezes em Minas Gerais. Belo Horizonte e Ouro Preto foram meus destinos. Sempre valorizei Minas pela sua tradição e culinária só que nunca imaginei existir ali sequer faíscas de inovação. Fui sozinho, convencido por mais uma promessa de SXSW brasileiro, festival que pude conhecer em 2015 no Texas (interior!!!). Fui cheio de esperanças, ao mesmo tempo em que cheio de ceticismo. Ceticismo coletivo, que fez com que nenhum dos meus colegas de agência topasse a aventura. Um único post sobre a HackTown no Facebook de um profissional que admiro muito me fez encarar a jornada. Foi decisivo. Peguei meu carro, comi um lanche rápido e dirigi algumas horas rumo à pequena e surpreendente Santa Rita do Sapucaí. A viagem foi tranquila. Lindas paisagens, estrada em ótimo estado. Chegando lá, o que encontrei foi muito diferente do que minhas expectativas me deixavam imaginar.

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Empresas de alta tecnologia de um lado, vacas andando livremente do outro. Grandes construções antigas lado a lado a lindos painéis de grafite que mostram o lado artístico do polo tecnológico. Minha maior surpresa foi quando entrei em um café na pracinha central. Velhinhos de forte sotaque interiorano falavam sobre loteria, enquanto um grupo de engenheiros japoneses e um investidor francês conversavam sobre negócios em um inglês difícil de entender. Todos eles saboreando um delicioso café produzido na própria cidade. Caminhei uma quadra, deixei minhas malas no quarto que aluguei do AirBnB, conversei rapidamente com meus anfitriões e rumei, a pé, à universidade (Inatel) onde aconteceriam as atividades iniciais da HackTown. Tudo pertinho e muito agradável.


Chegando lá, as peças começaram a encaixar. Tudo passou a fazer sentido. Não era um evento colocado artificialmente em uma cidadezinha charmosa, como é o caso da maioria do que ocorre em Paraty e em outras cidades turísticas. A Inatel é um lugar impressionante. Não apenas pela sua estrutura impecável que mais parece uma universidade estadunidense, mas por estar completamente integrado à cidade. Caminhando, de repente você está lá dentro, e nem percebe. Fico imaginando isso na formação da cultura do local. É um exemplo mundial que, além de engenheiros, forma grandes executivos em série, como o ex-CEO do Facebook e atual CEO do AirBnB, que dias antes esteve ali para uma palestra em outro dos inúmeros congressos e seminários que acontecem em Santa Rita.
Ainda faltavam duas horas para que tudo começasse. Tive sorte em cruzar com um dos organizadores da HackTown, que me viu procurando por informações e ofereceu ajuda. Foi demais. Conheci um pouco da história da pequena Santa Rita que no auge da república do café com leite foi agraciada com a primeira escola de eletrônica da América Latina. A ousada iniciativa foi uma atitude disruptiva de uma senhora, filha de fazendeiro e neta de presidente. Ao conversar com Albert Einstein em uma das suas viagens ao exterior, ela seguiu os conselhos do físico e construir a escola. Disso em diante, nasceu o Vale do Silício brasileiro. Outras pessoas integraram-se à roda, a conversa ganhou corpo, e o assunto se estendeu. Tão surpreendente quanto à primeira informação, foi saber que a política de crescimento da cidade sempre foi de nunca trazer linhas de produção de grandes empresas, como é a “regra” no interior. Desde a criação da escola de eletrônica (que infelizmente não consegui conhecer), a política local tem sido de promover a criação e atrair pequenas empresas cheias de potencial, para que seus fundadores vivam na cidade, cuidem dela e promovam o crescimento sustentável e consciente do local. Pude entender como um município tão inovador consegue manter uma população pequena e diferenciada. Minha conclusão foi de que, para quem conhece a história da pequena cidade de 40 mil habitantes, não era novidade alguma um evento tão inovador como a HackTown ocorrendo ali.



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SANTA RITA NEWS - SANTA RITA É NOTÍCIA !!! 



A palestra de abertura aconteceu em um lindo e moderno anfiteatro. Boo Aguilar, um jovenzinho de aparência excêntrica e simpatia de sobra, deixou a plateia boquiaberta com os trabalhos que vem realizando com realidade virtual para prolongar a vida humana. A partir das suas experiências com tecnologias imersivas, pesquisadores na área de saúde podem melhor visualizar células com câncer e detectar formas de combater o avanço da doença. Saindo da Inatel, fui com alguns novos amigos a uma festinha em um deck às margens do Rio Sapucaí. Pela variedade de coisas simultâneas, todo mundo parecia querer conversar uns com os outros para conhecer um pouco do que perdeu. Foi assim com um casal de planners de Porto Alegre que vieram me perguntar sobre a palestra do Boo. Contei e aproveitei para saber sobre a palestra de café artesanal, que ocorreu simultaneamente na noite de sexta. Amei saber que o empreendedorismo em Santa Rita vai muito além da tecnologia. A palestra foi dada por um casal que, depois de carreiras bem-sucedidas no vale do Silício, resolveu voltar à terra natal e transformar o tradicional negócio da família em uma marca global. A outra surpresa da noite, que depois se prolongou pelo final de semana todo, a cada show, foi o talento dos artistas musicais da cidade, que ajudaram a imortalizar aquele momento.


Na manhã seguinte, acordei com o canto dos pássaros e com choro de bebê, mas encantado por um delicioso café. Tudo gentilmente preparado pela adorável família que me recebeu. Há anos não levantava tão cedo. Foi ótimo. Enquanto desfrutávamos de pães, queijos e frutas, tudo fresquinho, meus anfitriões contavam mais sobre a cidade onde escolheram viver. Eles também são do interior. Assim como eu, do interior de São Paulo. Os dois se conheceram no curso de engenharia na Inatel, se formaram e, continuando o namoro à distância, passaram anos em grandes centros, trabalhando em multinacionais. Ele no Rio, depois Londres. Ela em São Paulo. Voltaram para Santa Rita, resolveram se casar, tiveram uma linda filhinha, e da cidade nunca mais saíram. Apesar dos elogios, fizeram questão de comentar que a vida no interior não é mais tranquila como no passado. A violência passou a ser mais frequente, com gangues que saem dos grandes centros e fazer turnê pelas cidades pequenas, assaltando postos de gasolina, bancos e restaurantes. Tristes sinais de como anda o nosso país. Mas nada comparado aos grandes centros, ressaltaram. Por isso mesmo, não trocam Santa Rita por nenhum outro lugar. Pude notar que o polo tecnológico os permite trabalhar com desafios globais. Santa Rita conseguiu quebrar minha visão de que ao voltar para o interior os jovens estariam se aposentando precocemente. Orgulhosos do que fazem, ele liderando uma empresa própria, ela atuando na área de compras de outra empresa de tecnologia, contaram que estão sempre viajando pelo mundo para fazer negócios. Só na China, ele já esteve por mais de cinco vezes. Em Santa Rita é possível ser cosmopolita sem estar numa metrópole.
A manhã passou num piscar de olhos. Entre uma imensidão de opções, pude acompanhar duas ótimas palestras. Carolina Leão, responsável pelos projetos de cidades inteligentes da Inatel mostrou que além dos esforços tecnológicos para a criação das Smart Cities, as pessoas, geralmente negligenciadas, são o fator de sucesso para um projeto. Foi ótimo ver o lado humano como protagonista de processos tão futuristas e tecnológicos. Ela ilustrou a apresentação com casos em que após a tecnologia implementada em algumas grandes cidades, a população depredou ou simplesmente não aderiu ao que foi feito. Foi algo totalmente oposto à sensação de estar na HackTown, em que toda a cidade parecia estar completamente integrada a tudo que acontecia por ali, participando ativamente ou indiretamente do evento. Em seguida corri para um prédio azul, antigo, onde funciona um hotel. Chegando lá, puder ver Jesper Rhode, da Hyper Island, falar sobre a evolução exponencial da tecnologia e como tudo isso vai moldar quem somos e como vivemos. Conteúdo de alto nível, misturado ao dia a dia daquela pequena cidade. Impressionante como o futuro e o passado conseguem conviver em harmonia naquele lugar. Em lugares rústicos e aconchegantes, milhares de pessoas das agências e empresas mais inovadoras se misturavam aos moradores locais, muitos surpreendentemente tão antenados quanto, outros sem entender muito o que acontecia por ali, mas sempre cordiais e dispostos a ajudar. Foi numa conversa com um morador local que fui parar no mercado municipal, onde almocei comida mineira de verdade (com tutu de feijão, couve e linguiça), e comprei queijos e doces mineiros.

Deixei as compras na casa e retornei à pracinha, local lindo, bem cuidado, cheio de pessoas brilhantes, gente de toda parte, muitos deles amigos que eu não via há tempos. O assunto era único. Todo mundo só conseguia falar da representatividade do que estava acontecendo naquela cidadezinha. Enquanto Santa Rita impressionava os visitantes, o interior começava a se reposicionar e nós, brasileiros, retomávamos as esperanças com o nosso país. Nunca imaginei que algo assim pudesse acontecer no interior. Santa Rita mostrou que é possível. Santa Rita do Sapucaí demonstrou ser uma cidade possível.
Outra surpresa foi saber que, por trás do festival, há uma grande rede que une voluntários, coletivos, escolas e empresas. Além de evento memorável, a HackTown também é uma das principais manifestações colaborativas autênticas no nosso Brasil. Mais um ponto para a organização. Após o break de almoço, corri para o stand dos workshops. Minha intenção era inscrever para o de Juicing, da Daphne Carla, modelo internacional e atriz global. Lotado! Não consegui vaga! Depois disso optei por não participar de nenhum outro workshop. Os temas pareciam ótimos mas interpretei o sinal como um motivo para aproveitar o domingo conhecendo a lindíssima região e suas montanhas. Decisão rápida, que depois se mostrou acertada.
Entre casarões antigos, botequins e escolas de inglês, acabei me dirigindo a uma palestra que não estava no meu planejamento. A surpresa valeu a pena. Foi tudo inusitado. No local funciona uma casa de repouso para idosos e o palestrante, Eduardo Castilho, é de Santa Rita, engenheiro formado pela Inatel, mas que após passar anos ministrando treinamentos em outros países por uma gigantes multinacional, descobriu que gostava mesmo era de arrancar boas risadas da plateia. Investiu na vocação e se transformou em um dos principais comediantes de stand up da atualidade. Seu discurso voltado a se desprender das amarras que vão nos rodeando foi consistentemente ilustrado pelo seu próprio exemplo de carreira não linear. Foi ótimo. Em seguida, corri para uma escola pública para assistir ao gerente de marketing do Uber, Luciano Freitas a falar sobre a sua experiência em duas das empresas mais inovadoras da atualidade, Uber e AirBnB. Foi inspirador ouvi-lo, sentado em uma carteira escolar tão tradicional, falar sobre o papel do propósito, muito além do produto, e sobre o esforço diário para se manter na ponta da inovação, continuar rompendo padrões e combater a mesmice dia após dia. Ao sair de lá, meu plano era assistir à apresentação do Arthur Calefe, Diretor de Estratégia da R/GA, agência mais inovadora do mundo. Fui caminhando e conversando com um grupo que conheci ali mesmo. Publicitários de Recife, um economista de Brasília e uma estudante de administração de Santa Rita. No meio do caminho, me convenceram a assistir ás apresentações das startups para investidores. Não seria algo que eu iria se não fosse a influência da turma, mas gostei muito do que vi. Mais um novo mundo que se abriu para mim nesta HackTown.


A diversidade chamou minha atenção. Tinha de startup que vem utilizando Internet das Coisas para gerir resíduos industriais, aplicativo de caronas, até outra que quer transformar insetos (isso mesmo, insetos!!!) em fonte de proteína para a alimentação do brasileiro. Entre os investidores presentes, estava um dos principais do nosso país, João Kepler, com quem tive a honra de conversar. Ele contou que estava impressionado com o que viu em Santa Rita. Depois disso, abri mão dos meus planos de ver a apresentação de ninguém menos que Hebert Mota, o empresário das estrelas brasileiras. Alex Atala, Anderson Silva e Seu Jorge são apenas alguns dos nomes gerenciados por ele. Continuei no espaço de startups tomando cerveja conversando sobre tudo com a galera. Depois voltamos para a pracinha, assistimos algumas bandas, continuamos na cerveja, e voltamos ao deck do restaurante com música ao vivo, o mesmo da noite anterior. Foi mais uma vez excelente, com destaque para o trio Camarão Blues que colocou todo mundo pra dançar.


Acordei no dia seguinte com um pouco de ressaca, novos amigos na bagagem e a sensação de que valeu a pena. Além de tudo isso, para alguém do interior, como eu, o que aconteceu em Santa Rita foi muito mais do que um evento. Foi a prova de que o Brasil está em transformação. É a revolução que vem do interior. Cidades como Santa Rita nos entregam um novo estilo de vida, vanguardista, ao mesmo tempo essencial. É a fonte de equilibro entre a evolução e a humanização, sem ser artificial. É o mundo ideal. Um modelo a ser seguido.
Sobre a promessa de um SXSW brasileiro, vou parafrasear outro dos organizadores da HackTown com quem conversei durante o evento. “Nossa inspiração foi o lado B do SXSW, aquilo que rola fora do Convention Center, nas casinhas, na rua, nos locais inusitados”. De fato, a HackTown é muito diferente do que rola em Austin. Mais íntimo, mais curto, mais próximo da gente, mas tão legal quanto.
Nos vemos em 2017!!!

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02 de Agosto de 2016


Evento coloca Santa Rita do Sapucaí no mapa mundial da inovação

Cidade mineira recebe evento de formato inovador nos dias 2, 3 e 4 de setembro de 2016, com profissionais de todo o país de áreas como tecnologia, inovação, publicidade, empreendedorismo, música, e economia criativa.

Por Marcos Lima | 29/07/2016 |


Imagine passar por um bar, pedir uma cerveja, e, ali mesmo, assistir a uma palestra chamada "Machine Learning: Seremos dominados ou substituídos pelas máquinas? Como tudo isso vai mudar o mundo?", em um ambiente intimista com 20 ou 30 pessoas, ministrada pelo responsável do time de desenvolvimento de produtos em Watson Health, área da IBM que tem a missão de transformar a saúde no mundo? Imagine agora, sair dali, passar por uma feirinha gastronômica, comer uma porção de algo tipicamente mineiro, assistir a um pocket show de rock autoral, passar por uma exposição de fotos, e, em uma pracinha interiorana, experimentar um óculos de realidade virtual, enquanto bate-papo com algumas das mentes mais criativas do país? 

Imagine então, depois disso tudo, entrar em um casarão colonial mineiro, daqueles bem antigos, onde funciona um restaurante típico, e assistir a um papo sobre inovação com o Head de Consumer Insights do Google, ou com um dos gerentes de marketing do Uber? Ou então, ouvir um artista plástico, um músico, uma arquiteta especializada em sustentabilidade, um escritor que fala da cultura local, especialistas em internet das coisas e cidades inteligentes, e até mesmo com uma ex-jogadora de basquete da seleção brasileira e da WNBA? Agora imagine tudo isso em um evento que visa democratizar este tipo de conhecimento, por um preço de apenas R$50,00.

Em Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, isso é possível. A cidade de 40 mil habitantes, localizada a cerca de 200 km da capital paulista, recebe pela segunda vez o Hack Town, evento de criatividade e inovação que promoverá em 02, 03 e 04 de setembro de 2016, mais de 100 atividades, entre palestras, debates, workshops e meetups. Além das atividades oficiais, haverá também diversos acontecimentos independentes, como feiras gastronômicas, pequenos shows de bandas locais que compõem uma das cenas de rock mais talentosas do país, e até mesmo festas e happy hours que, junto aos conteúdo oficial do Hack Town, proporcionarão um final de semana que entrará para a história da cidade, e até mesmo do país.

O Vale da Eletrônica, como é conhecida Santa Rita do Sapucaí, conta com mais de 150 empresas na área de tecnologia. Além disso, é um dos principais ecossistemas de startups do país e, apesar do seu tamanho minúsculo e da sua aparência interiorana, sedia o Inatel, instituição de tecnologia chamada por muitos de o "MIT" brasileiro, em referências à inovadora instituição de ensino norte-americana. 

Para Marcos David, um dos organizadores do Hack Town, qualquer pessoa pode e precisa tentar fazer algo diferente e inovar. "Os profissionais que fazem a diferença no mundo atual, em qualquer área, possuem conhecimento especializado, mas também precisam de um amplo repertório interdisciplinar", ressalta. Por isso, conclui, o Hack Town reúne designers, engenheiros, publicitários, pesquisadores, chefs, músicos, artistas plásticos, e está aberto a quem queira participar dessa experiência colaborativa e integrativa. Entre os assuntos deste ano, tem destaque: Machine Learning; Tecnologia aplicada ao Marketing e à Publicidade; Cidades Criativas; Economia Colaborativa, Formas de crescimento e aceleração para Startups inovadoras; Design Thinking; Mídias Digitais; Realidade Virtual; Música; entre muitos outros. Para conferir a programação completa basta acessar o site do evento - http://www.hacktown.com.br.



O Hack Town começa no dia 02/09, a partir de 19:30, com 3 palestras simultâneas no Inatel; continua no sábado, 03/09, a partir de 8:00, seguindo o dia todo, no que é o principal momento do evento, segundo os organizadores; e termina em 04/09, domingo, com workshops específicos, a partir de 9 da manhã. Para obter mais informações e para comprar ingressos pelo preço promocional de R$50,00, visite o site http://www.hacktown.com.br .

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05 de julho de 2016



A mais recente pesquisa realizada em Minas Gerais sobre o índice 
de desempenho de organizações de tecnologia apontou que a 
incubadora de Empresas e Projetos do Instituto Nacional de 
Telecomunicações (Inatel), em Santa Rita do Sapucaí, foi a que 
teve o maior número de empresas graduadas em todo o estado até 
hoje.

Considerada a melhor instituição do país para desenvolvimento 
local e setorial de projetos de base tecnológica pela Associação 
Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), a incubadora já graduou 57 empresas que, juntas, geram 750 empregos diretos e uma receita superior a R$ 110 milhões.

“Todos os parceiros e apoiadores de programas de incubação, 
assim como as instituições mantenedoras, esperam que as 
incubadoras apresentem resultados concretos. Sendo assim, 
esse resultado são extremamente relevantes”, disse Rogério 
Abranches, coordenador do Núcleo de Empreendedorismo do Inatel.

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05 de fevereiro de 2015




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10 de outubro de 2015
Santa Rita do Sapucaí está entre as 10 cidades 
mais inovadoras do país

MCTI e revista Inovação mapeiam as dez cidades mais inovadoras do país.

O MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) – a pedido da Inovação – Revista Eletrônica de P,D&I, que completa um ano nessa edição – mapeou as dez cidades brasileiras com maior potencial inovador, que serão apresentadas, a partir de hoje, em uma série de reportagens na revista.

Baseado não somente no desenvolvimento tecnológico, Jorge Mário Campagnolo, coordenador da secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, elencou as cinco capitais e as cinco cidades do interior que melhor combinam a promoção da inovação com qualidade de vida, interação entre os players, políticas de incentivo e desenvolvimento econômico. E o resultado foi o seguinte:

O ranking

CAPITAIS:
1º. Florianópolis
2º. Porto Alegre
3º. Curitiba
4º. Recife
5º. Rio de Janeiro

INTERIOR:
1º. Campinas
2º. São José dos Campos
3º. São Carlos
4º. Santa Rita do Sapucaí
5º. Campina Grande

Na avaliação de Campagnolo, a inovação se sustenta na formação de pessoas bem qualificadas, por isso apontam-se as cidades mais inovadoras do Brasil com base nos municípios que tenham boas universidades, centros de pesquisa e institutos de ciência e tecnologia. “Esse é o primeiro ponto. A inovação é um processo que precisa de pessoas bem qualificadas, que sejam capazes de agregar valor a produção, processos ou serviços”, afirma.

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5 de maio de 2015


   Imagine-se numa cidade onde todos, independentemente da classe social, se unem em uma mesma missão: a de construir um ambiente perfeito para o desenvolvimento educacional e econômico de seus moradores. Essa cidade existe, e fica no Brasil. Santa Rita do Sapucaí, ao sul de Minas Gerais, é também conhecida como o Vale da Eletrônica brasileiro e conta com a ajuda do movimento Cidade Criativa, Cidade Feliz para melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos através do diálogo e da colaboração. Uma trajetória inspiradora e replicável.
     
      Santa Rita do Sapucaí, 220 quilômetros distante de São Paulo e 430 quilômetros de Belo Horizonte, tem uma história de amor com a tecnologia e a eletrônica quem vem de longe. A cidade começou a se desenvolver neste sentido graças a Luiza Rennó Moreira, mais conhecida como Sinhá Moreira que, em 1959, criou no local a primeira escola técnica de eletrônica da América Latina. Filha de um banqueiro e fazendeiro, ela casou-se com um embaixador e foi morar no Japão. 

   “Ela rodou o mundo vendo coisas interessantes e teve a oportunidade de, na Europa, assistir a uma palestra do Einstein em que ele dizia que o futuro do mundo era a eletrônica. Preocupada com a juventude de Santa Rita, decidiu bancar a abertura da escola”, conta o Professor Wander Wilson Chaves, um dos curadores do movimento Cidade Criativa, Cidade Feliz.

     Neste movimento, ela teve que convencer Juscelino Kubitschek, o então Presidente da República, a criar por decreto o curso técnico em eletrônica, algo que não existia no país. Quando faleceu, em 1963, Sinhá deixou todo o seu patrimônio para a instituição.



     Santa Rita não estagnou após a morte de sua mais ovacionada colaboradora. Pelo contrário: só cresceu e manteve seu pioneirismo nesta área. Em 1965, inaugurou o Instituto Nacional de Telecomunicações (INATEL), a primeira faculdade de engenharia específica na área de telecomunicações do país. Alguns anos depois, também inaugurou a FAI, que oferecia cursos de Administração de Empresas e Informática. 

     Com uma tradição de ensino e a cultura eletrônica em seu DNA, a cidade já atraía tanto estrangeiros interessados na qualidade do aprendizado, quanto novas empresas do ramo da tecnologia. Ainda não era, porém, chamada de Vale da Eletrônica. 

     O QUE FAZ UMA CIDADE TER UM TÍTULO? PODE SER UMA SACADA 

   Carlos Henrique Vilela, que atua buscando parcerias com externas para o movimento Cidade Criativa e também cuida da comunicação, conta como foi preciso um toque da publicidade para tornar algo que era factual em uma marca reconhecida: “Nos anos 80, um vice-prefeito chamado Paulo Frederico Toledo viu que toda cidade que ele visitava carregava uma espécie de título e que Santa Rita não tinha nenhum. Então, foi atrás de um amigo publicitário, o Sérgio Graciotti, sócio da MPM, com o desafio de auxiliar na atração de empresas para o lugar. E aí eles criaram a marca ‘Vale da Eletrônica’, divulgada em vários jornais do país e isso começou a atrair cada vez mais pessoas pra cá”. 
  
    Antes dessa sacada, o vice-prefeito, conhecido como Paulinho, tinha tido uma má experiência com o desenvolvimento de Santa Rita: vira uma multinacional sair da cidade, deixando milhares de moradores desempregados. Isso o fez ter como meta que, a partir dali, queria que os donos das empresas fossem morar na cidade. Só assim eles tratariam Santa Rita como a casa deles. Ele também gostava de dizer que preferia uma empresa de dez funcionários do que uma de mil. 

    Este pensamento guia até hoje o modelo de crescimento local. Hoje, fazem parte do Vale da Eletrônica 150 empresas de base tecnológica, além de algumas outras que dão suporte a elas. A maioria, veja só, não “chegou” à cidade, e sim “surgiu” nela. São ao todo 10 mil pessoas empregadas, que ajudaram as instituições a faturar 2,7 bilhões de reais somente em 2014. Santa Rita do Sapucaí tem pouco mais de 40 mil habitantes.

     “Hoje em dia, 80% das empresas têm pelo menos um sócio que passou pela escola técnica ou pela faculdade de comunicações. O nosso diferencial é esse. Normalmente, o desenvolvimento das cidades era uma empresa chegar e desenvolver a educação necessária para formar seu recursos humanos. Em Santa Rita é ao contrário. Primeiro veio a educação e, depois, as pessoas formadas começaram a gerar seus próprios negócios na área tecnológica”, conta Wander.

                   HORA DE ATUALIZAR UM CONCEITO 

     O movimento Cidade Criativa, Cidade Feliz surgiria em 2013, depois de empresários e voluntários da cidade chegarem à conclusão de que precisavam dar um boom na economia local. Como? Fomentando ainda mais a criatividade e a cooperação entre instituições e voluntários. 


     “O que a gente pensou e levou para as lideranças da cidade foi que precisávamos conectar forças. A cidade tem dois pólos muito importantes: tecnologia e empreendedorismo. Também tínhamos o campo de cultura forte, com ações dispersas nas áreas de teatro, música e gastronomia. Sem contar que a cidade tem um espírito de cidadania muito intenso”, diz Wander. Carlos complementa a ideia:

    “Quando a gente criou uma conexão toda entre essas áreas, coisas interessantes começam a acontecer” 

      De acordo com os idealizadores do Cidade Criativa, Cidade Feliz, o primeiro festival do movimento, em 2013, unia todas as forças da cidade em prol do desenvolvimento, e começou a despertar pessoas que estavam “entocadas”. Em uma semana, Santa Rita reuniu arte, música, gastronomia e empreendedorismo. Tudo isso feito de pessoas para pessoas. No ano seguinte, em 2014, o festival já tinha tantas atividades que durou um mês inteiro.

       As coisas de fato começaram a acontecer. Hoje em dia, os eventos de entretenimento, cultura, tecnologia e inovação dominam Santa Rita do Sapucaí: a cidade é palco de um dos principais carnavais de Minas, com o Bloco do Urso, além de sediar festivais de música como o Vale Music Festival, o Showrrasco e o Festival de Gastronomia. Isso na ponta do entretenimento. Na ponta do empreededorismo e criatividade, a cidade atrai palestras e eventos, como o TEDxInatel, o Startup Weekend Inatel e o The International Workshop on Telecommunications. 

FORÇA MESMO NA ADVERSIDADE 

      Santa Rita é um case de sucesso de mobilização para um fim, e de modernização de um conceito para se manter relevante. Isso é inspirador, mesmo que o momento do empreendedorismo em Minas Gerais não seja dos melhores. Em março deste ano, o escritório do SEED, o mais importante programa de apoio a startups criado pelo governo daquele estado, foi fechado. O motivo seria a falta de interesse do poder público depois da troca de gestão. Isso, no entanto, não preocupa Carlos e Wander. Como idealizadores do movimento de Santa Rita, eles acreditam que a atmosfera já criada envolve tanto diálogo com as pessoas da cidade que isso a blindaria, de certa forma, das mudanças de gestão pública. 

     “A organização é um coletivo de instituições e voluntários. É a academia, o meio empresarial, o poder público, que colabora com parte do capital, e obviamente as pessoas. Esse coletivo é misturado justamente para criar um arranjo de cooperação entre todas as áreas, que nos ajuda a desenvolvermos economicamente e nos blindarmos”, lembra Wander. 

       Atualmente, 15 pessoas lideram, com tarefas diferentes, o movimento Cidade Criativa, Cidade Feliz. Não há escritório, nem salário. Apenas a boa vontade e a criatividade de uma cidade inteiro, que é o que mais importa para Carlos: “Sem criatividade, a gente é triste, por isso o movimento tem esse nome”. 

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15 de março de 2015

Comparativo bem interessante entre 2 polos tecnológicos - ambos fora do eixo: o Porto Digital, em Recife, e nosso Vale da Eletrônica, aqui em Santa Rita do Sapucaí, MG.









Projeto Cidade Colorida tem deixado os muros de Santa Rita do Sapucaí (MG) mais alegres

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Obs*: Legal demais está matéria, vale a pena conferir !!!









Santa Rita do Sapucaí é a 3ª melhor cidade 

de Minas para se viver !!!!







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PAULICÉIA DO JAZZ, principal site de jazz do país fez uma matéria sobre o Vale Music 2014!
O melhor dos grupos regionais e importantes artistas do cenário nacional estarão presentes nos  dias 15 e 16 de agosto, na segunda edição do  Vale Music Festival, que acontecerá  na cidade de  Santa Rita do Sapucaí , localizada à 420 quilômetros de Belo Horizonte e a 220 da cidade de São Paulo.

O Vale Music Festival reunirá grupos de jazz e blues e após a ótima repercussão no ano anterior ao atrair visitantes de cidades sul mineiras quanto do Estado de São Paulo, pela qualidade dos shows quanto pela sua localização privilegiada.

A programação começa na sexta.......

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O programa Opinião Minas da emissora Rede Minas Tv,  do dia 27 de setembro de 2013, entrevista Fábio Carli Teixeira,  professor e coordenador  da 33ª Projete. 








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