domingo, 26 de janeiro de 2014

MÁQUINA DO TEMPO - MOTOS DOS ANOS 80 - HONDA CBX 750F - 1986 ( 7 GALO )



    A CBX 750F (também chamada de 7 Galo) é uma motocicleta esportiva, fabricada pela Honda. 
     O curioso apelido que é atribuído à motocicleta vem do jogo do Bicho . Nos EUA a motocicleta era chamada de Seven-Fifty (sete-cinquenta). Quando desembarcou no Brasil o número 7 permaneceu, e o número 50 foi substituído pelo Galo, que tem essa numeração no jogo.


     Em 1982, depois de 13 anos de evolução da lendária CB 750, a Honda parecia interessada em deixar para trás a configuração de quatro cilindros em linha. O lançamento de motores de cilindros em V, de diversas cilindradas, fazia supor que a VF 750 F - com um estreito V4 que lhe permitia maior agilidade - tomaria o lugar da linhagem CB.

     Quando de sua importação do Japão para o Brasil, a motocicleta causou furor, pois não havia na indústria nacional nada que se comparasse à sua imagem.      
    
     Seu apelo visual, motor potente para os padrões da época e com velocidade superior aos 200 km/h, foi considerada por todos uma unanimidade, e para muitos tornava-se inalcançável, graças ao ágio existente na época. A revelação do preço provocou diversos comentários. Em sua chegada ao mercado, obteve um preço estipulado pela montadora de Cz$129.290,00, o que equivalia à época a US$9.388. Entretanto, na prática a motocicleta era vendida a Cz$400.000, o que equivalia a US$29.050. Graças a esse fenômeno econômico, recebeu o título de "a 750 mais cara do mundo"
     
     No período de importação experimental, somente 700 unidades foram trazidas ao Brasil, sendo iguais aos modelos comercializados na Europa e EUA, com a diferença da adaptação do sistema de admissão de combustível, para que pudesse utilizar gasolina misturada ao álcool, comum no território brasileiro, o que fez com que a motocicleta perdesse 9cv de potência, além de diminuir sua taxa de compressão de 9,3:1 para 8,8:13 .

    Sua marca registrada era a roda dianteira de 16" e as diversas regulagens presentes nas suspensões, tanto dianteira quanto traseira, além do conjunto ótico de faróis quadrados duplo.

     A nova moto CBX 750F representava notável evolução em todos os campos, a começar pelo estilo. A carenagem superior, com pára-brisa (ou bolha) e dois faróis quadrados, ligava-se de forma fluida ao tanque, este às laterais e elas à rabeta, sugerindo harmonia e aerodinâmica. Um spoiler na parte inferior do motor completava o conjunto. As rodas, em estilo Comstar de alumínio, e os escapamentos vinham em preto-fosco, assim como parte do motor - e este estava claramente exposto.

    O motor adotava duplo comando e quatro válvulas por cilindro. O cuidado com as dimensões permanecia, como no alternador montado atrás do motor e não na extremidade do virabrequim, onde aumentaria a largura do conjunto. As bielas utilizavam liga leve com vanádio e as válvulas dispensavam regulagem de folga, devido aos tuchos hidráulicos.     
     O câmbio tinha uma sexta marcha, ausente das CBs, e a torneira de combustível fechava-se de modo automático ao desligar o motor.
    O quadro (utilizado também para armazenar o óleo lubrificante, uma evolução do princípio de cárter seco adotado desde a primeira CB 750) conservava o conceito de duplo berço, mas a suspensão traseira agora era monochoque, com duas regulagens, e a dianteira trazia um sistema anti-mergulho, denominado TRAC. Reduzindo a passagem de óleo pelas válvulas dos amortecedores quando os freios eram acionados, o dispositivo diminuía seu afundamento nas frenagens, para evitar excessiva transmissão de peso para a frente.

    A CBX chega ao Brasil e marca uma nova era no mercado. Há 10 anos -- desde o fechamento das importações -- não se podia comprar uma moto de seu porte e tão atualizada com o que se fazia lá fora



     Pagava-se muito caro pelo privilégio de pilotar uma CBX: os 130 mil cruzados da tabela logo passaram a 300 ou mesmo 400 mil, em vista da forte demanda e da oferta de apenas 700 unidades naquele ano

Ficha técnica

MOTOR
- Cilindros: 4 cilindros em linha / 4 tempos
- Refrigeração / partida: a ar / elétrica
- Comando / válv. por cilindro: duplo no cabeçote / 4
- Diâmetro e curso / cilindrada: 67 x 53 mm / 747 cm3
- Taxa de compressão: 8,8:1
- Potência máxima: 82 cv a 9.500 rpm
- Torque máximo: 6,5 m.kgf a 8.000 rpm
- Alimentação: 4 carburadores de 34 mm

CÂMBIO
- Marchas: 6 / transmissão por corrente

FREIOS
- Dianteiro / traseiro: Duplo disco / a disco

- CICLÍSTICA
- Quadro: Berço duplo de aço
- Suspensão dianteira/traseira: telescópica / monomola
- Pneu dianteiro: 110/90 V 16 100/90 H 18
- Pneu traseiro: 130/80 V 18 130/80 H 18

DIMENSÕES
- Comprimento / entreeixos: 2,146 m / 1,465 m 2,185 m / 1,49 m
- Cap. do tanque/ peso a seco: 22 l / 222 kg 22 l / 241 kg

DESEMPENHO
- Velocidade máxima: 210 km/h
- Aceleração de 0 a 100 km/h: 5,5 s
Dados de desempenho aproximados

FRED CUNHA NEWS

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