segunda-feira, 10 de abril de 2017

OS ANTIGOS - ANTÔNIO MOREIRA DA COSTA - PARTE 44 - Santa Rita do Sapucaí - MG




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Nasceu em 1842, na Vila do Conde, Portugal, filho de Joaquim Moreira Leiras e de Maria Joaquina da Costa.

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     De família pobre e sem recursos, ao embarcar para o Brasil - aos 12 anos de idade, na companhia dos seus irmãos José e Manoel - teve de arrumar o pouco que possuía numa trouxinha de roupa e de engajar-se, como ajudante de cozinha, num dos navios veleiros que aqui aportavam e que levou mais de um mês para chegar no Rio de Janeiro. Veio recomendado para morar e trabalhar na Casa Comercial e Comissária de um tio que residia na Capital brasileira.
Aí esteve, até que julgou ter incorrido no desagrado do tio, homem enérgico e destemido - por ter provocado um incidente com um dos empregados da Casa.
Temendo ser castigado, fugiu sem destino e foi dar no Largo de Santa Rita, de onde estava saindo para o interior de Minas Gerais a tropa de Francisco Carneiro Santiago. Aliou-se a ela e de nada valeu a relutância do capataz em levá-lo.

     Chegando à Fazenda da Água Limpa, em Cristina, Estado de Minas Gerais, Francisco Carneiro Santiago estava pondo obstáculo em tomá-lo ai seu serviço - pois via que era pequeno e que pouco poderia produzir - quando um providencial leitãozinho gritou entalado no buraco de uma cerca. Antônio Moreira da Costa mais que depressa corre a socorrê-lo.
Esse gesto ágil, decidido e espontâneo do menino, impressionou bem o fazendeiro, que resolveu, então, contratá-lo para cuidar dos porcos e fazer outros serviços da mesma natureza.
E daí começou sua nova vida.
Labutando e trabalhando arduamente, foi granjeando confiança e amizade do patrão, que passou a confiar-lhe cargos de mais responsabilidade. Já então, era ele o capataz da tropa, era quem ia ao Rio de Janeiro buscar mercadorias e vender os produtos da fazenda, de que se saía tão bem que o velho Carneiro não cansava de elogiar-lhe a perspicácia, pois, sempre lhe trazia somas bem maiores do que esperava.

     De bom coração, econômico, ordeiro e trabalhador, acabou conquistando a simpatia de toda a Família Carneiro Santiago, dela tornando-se um dos membros, pelos seu casamento com MARIA CÂNDIDA RIBEIRO, sobrinha de Francisco Carneiro Santiago.
Morava ela na Fazenda da Pedra - vizinha da Fazenda Água Limpa - onde nasceu a 1° de novembro de 1844, filha de Inácio Joaquim Ribeiro e de Joaquina Maria Carneiro.

     Após o casamento, passou a residir na Fazenda da Pedra, onde nasceram quase todos os filhos do casal.
Vindo visitar uns parentes de sua mulher em Santa Rita do Sapucaí, gostou da qualidade das terras e ali adquiriu uma gleba para o plantio de café e cereais, denominando a nova propriedade de Fazenda Pedra Redonda.




     Com a morte dos sogros, vendeu o que tocou ao casal na partilha da Fazenda da Pedra e instalou-se de uma vez em Santa Rita do Sapucaí, que, na época, não passava de pequeno arraial.
Organizou e desenvolveu sua propriedade, nela instalando a primeira máquina de beneficiar café de todo o Sul de Minas. Era ela acionada a motor, que ele fez vir, arrastado por bois, desde o Rio de Janeiro, atravessando estradas abertas em picadões incultos e pontilhões feitos para sua passagem.
Neste ambiente de luta contra os empecilhos da natureza, de trabalho perseverante e disciplinado, criou e educou os filhos, legando-lhes o exemplo de sua tenacidade inquebrantável e de uma energia sem limites. Era destemido e corajoso, enfrentando sozinho, no tempo da escravatura, os motins de escravos, para os quais era bondoso, humano, tendo-lhes concedido a liberdade antes da abolição da escravatura.

     Muito ajudou o desenvolvimento de Santa Rita do Sapucaí, tomando parte sempre muito ativa nos seus empreendimentos de progresso.

     Foi um dos fundadores da Santa Casa Antônio Moreira da Costa, tendo doado terreno para sua construção e também para o cemitério local.

     Era caritativo e sempre deu decidido amparo às obras de beneficência.
Tinha a casa farta e aberta aos parentes e amigos. Para o conforto e bem-estar dos seus, não via empecilhos. Fazia vir do Rio de Janeiro, em lombo de burros - o único meio de transporte para o Sul de Minas, na ocasião - tudo o que pudesse atender às necessidades da Família.
Também nunca poupou esforço na educação dos filhos, fazendo sempre empenho em dar-lhes um nível de vida mais elevado. A boa e confortável vivenda que deixou aos descendentes - uma das melhores da época - com seus finos móveis, quadros e demais apetrechos, atestam seu espírito adiantado e progressista.
Sua mulher foi-lhe uma colaboradora cheia de coragem, ordeira, acolhedora e um exemplo da verdadeira esposa e mãe cristã.

     Em 1903, quando em tratamento de saúde em Cambuquira, Estado de Minas Gerais, foi vítima de uma congestão cerebral, vindo a falecer aos 5 de setembro.

     Seus restos mortais repousam no mausoléu da Família Moreira, em Santa Rita do Sapucaí.


Deixaram os seguintes filhos:
Antônio Moreira da Costa Junior
Delfim Moreira da Costa Ribeiro 
José Moreira da Costa
Mariana Ribeiro da Costa;
Elisa Moreira Ribeiro da Costa;
Francisco Moreira da Costa;
Pedro Moreira da Costa;
Maria Moreira Ribeiro da Costa.

Fonte: http://daniellarodrig.tripod.com/traosbiogrficosdafamliamoreira/id4.html




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