domingo, 17 de novembro de 2013

CARROS DOS ANOS 80 - BRASILIA LS 1980




      A linha 1980 da Brasilia ficou praticamente inalterado o aspecto externo e algumas modificações na parte interna como:
  Os bancos perderam o encosto alto com apoio de cabeça integrado, em troca do apoio do tipo removível e regulável.
     O extintor de incêndio passou do lado direito, para o esquerdo. 
     
     O Painel passou a se assemelhar muito com o do Passat. Em formato retangular. No seu interior em formato circular de grande diâmetro,  possuía um relógio a quartzo (lado esquerdo) e velocímetro/hodômetro lado direito. O velocímetro registrava 160 km/h, bem como os limites de velocidade de cada marcha, com traços vermelhos. O hodômetro dispõe de totalizador total e parcial.
Ao centro estão localizados dois instrumentos menores, com seus ponteiros se deslizando na vertical. O da esquerda marcava o nivel de combustível e o da direita que era opcional, era o vacuômetro. Abaixo tinha 6 luzes-espias, distribuídas em duas fileiras: Pisca-pisca, pressão do óleo e luz alta ( fileira do alto) e pisca-alerta, alternador e sistema de freio ( na de baixo).

MECÂNICA 
      Em nada mudou, continua com seu tradicional motor boxer refrigerado a ar, de 1586 cm³, com dupla carburação e com a mesma suspensão, com feixes de torção na frente e barras de torção na traseira, com semi-eixos oscilantes.

VENTILAÇÃO
     Outra boa novidade da Brasilia 1980 é sua ventilação. Tinha um sistema eficiente com 3 saídas localizadas no painel, além de terem comandos deslizantes que podem enviar o ar para a base do pára-brisas para desembaçá-lo. Tinha também um itém opcional que era o ar quente.

CONCLUSÃO
     Continua sendo um carro de pouca potência e certa instabilidade, pois suas características mecânicas não foram alteradas. Ganhou uma boa reformulação em todo o painel. Somam-se a isto um nível de ruído razoavelmente baixo, em se tratando de um motor refrigerado a ar instalado dentro do habitáculo. Bom acabamento, sóbrio e funcional, bons bancos e boa visibilidade geral, com restrição apenas ao retrovisor externo.





FICHA TÉCNICA

- Motor traseiro, longitudinal, quatro cilindros contra-postos dois a dois, quatro tempos e refrigerado a ar, com 1584 cm³, com potência máxima de 65 CV. 
- Transmissão: Embreagem monodisco a seco, de acionamento mecânico, com cambio de 4 marchas.
- Freios a disco na dianteira e a tambor na traseira de acionamento hidráulico.
- Direção mecânica, de setor e rosca sem fim.
- Rodas em aço estampado com aro 14 polegadas.
- Capacidade do tamque de gasolina: 46 litros
- Peso: 906 kg
- Preço: CR$ 168.783,00 (fev/1980)
                R$   46.627,00 ( nov/2013) 
Indice de atualização: IGP-DI (FGV)

- VELOCIDADE MÁXIMA - 130 km/h.
- CONSUMO MÉDIO - 12,15 km/l

Fonte: Revista Quatro Rodas - ed. 235 - pág 118

FRED CUNHA NEWS

Um comentário:

  1. Prezados amigos,

    Se olharem no site da Quatro Rodas, Acervo Digital, edição Outubro de 1977, páginas 142 e 143, verão que o painel da Brasília 80 foi escancaradamente (com restrições, claro), “inspirado” no Audi 100. No meu caso, como tenho a coleção completa desde o número “zero” fica fácil de perceber, mas é só clicar sobre a página que a foto aumenta e verão a grande semelhança (incluindo o recuo curvo com aplique de madeiram no caso do Audi).
    Abraços.

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