domingo, 8 de setembro de 2013

MOTOS DOS ANOS 70 - HONDA CG 125 "BOLINHA"



ANO 1976

     No ano de 1976 a  Honda  lançou  a  sua  primeira  motocicleta "made in Brazil", a Honda CG 125 “bolinha”, sucesso instantâneo de vendas.


      Antecipando-se à proibição de importações de motocicletas imposta pelo Decreto-lei nº 1.455, de 7 de abril de 1976, a Honda decidiu fabricar motocicletas no Brasil, beneficiando-se de incentivos fiscais oferecidos às empresas que instalassem fábricas na Zona Franca de Manaus, iniciando a fabricação da CG 125.

     Ao invés de copiar o modelo CB 125 importado até então, a Honda decidiu criar um produto novo, mais adequado à realidade financeira do brasileiro, oferecendo acertadamente um produto que coubesse no nosso bolso.


     Na ocasião do seu lançamento houve alvoroço e muita festa, contava-se os dias para que pudéssemos ver na vitrine a esperada 125 nacional. Até o Rei Pelé foi chamado para ser o garoto-propaganda da Honda.


     A procura foi tão grande que qualquer candidato a adquirir o novo modelo tinha que entrar em longas filas de espera e sujeitar-se ao ágio que concessionárias inescrupulosas passaram a cobrar dos mais apressados. Mas nada disso impediu o estrondoso sucesso da nova moto. Já no ano seguinte ao seu lançamento a CG 125 era a líder, responsável por 80% das vendas de motocicletas no Brasil, posição de liderança que ocupa até os dias de hoje.

     As primeira que chegaram só eram oferecidas na cor laranja, somente mais tarde começou a vir também da cor azul.



     Além do design modesto, comparada a CG importada e o acabamento espartano, a nova CG 125 trouxe duas novidade diferentes do que conhecíamos até então:

     A primeira foi o câmbio de quatro marchas derivado da Honda Dream, quatro marchas todas para baixo, sem ser rotativo, ou seja, o retorno ao ponto-morto era feito escalando-se as marchas em sentido inverso (para cima), para facilitar a redução das marchas a Honda instalou uma alavanca de câmbio equipada com extensão para acionamento pelo calcanhar; avançava-se as marchas com a ponta do pé e retornava-se com o calcanhar.

     A segunda mudança foi no posicionamento da chave de ignição que ao invés de estar no painel, foi deslocado para sob o tanque de combustível, no lado esquerdo, próximo às bengalas e trava de guidão. Era necessário deitar o corpo para o lado para poder visualizar o local de inserção da chave.

     A moto era muito boa, robusta, seus componentes eram feitos de material resistente, principalmente o motor que nunca quebrava, mesmo quando exigido além das suas especificações. Aos poucos a nova moto foi ganhando o respeito e confiança de seus proprietários, transformando-se no “fusca de duas rodas”, atendendo todo tipo de uso desde o lazer, locomoção, como também para o trabalho; foi imediatamente adotada pelos motociclistas que trabalhavam com moto-frete devido à sua economia de combustível e baixo custo de reposição de peças e manutenção.



Especificações Técnicas:


- Desempenho : Velocidade máxima : 104 km/h.
- Consumo: - Média: 33,61 km/l.
                    - Estrada: 37,14 km/l. 

    Era o tipo de moto que preenchia as necessidades daquele momento da história quando os combustíveis eram caros e havia pouco dinheiro no bolso dos brasileiros.


FRED CUNHA NEWS

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