segunda-feira, 7 de agosto de 2017

MÁQUINA DO TEMPO - CARROS DOS ANOS 90 - SANTANA EX 2.000 (1990)


CARROS DOS ANOS 90


     O EX do logotipo se referia a Executivo, nome da nova série especial do Santana. Mas podia ser associado a palavras como exclusividade, exigência ou mesmo exibição.

     Lançado em fevereiro de 1990, foi o primeiro Santana com injeção eletrônica, recurso que só o Gol GTi teve antes. Além do melhor desempenho, o EX trazia uma série de requintes exclusivos.

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SANTANA EX 2.000 (1990)



     Aos discos de freio ventilados do Gol GTi somaram-se amortecedores pressurizados a gás, recurso inédito entre os VW nacionais.

As rodas de liga leve douradas parecidas com as BBS alemãs rendiam um aspecto mais luxuoso e o aerofólio com luz adicional de freio que contornava toda a borda do porta-malas deixava claro que aquele não era um Santana qualquer.

     Para justificar o preço 60% maior que o da versão até então mais luxuosa, a GLS, o EX precisava ser diferenciado de longe. Ele só era disponível com quatro portas e em azul (Mônaco, a cor do primeiro Gol  GTi), preto ou vermelho, sempre metálico.

     A grade tinha desenho próprio de apenas três frisos, cor grafite e o logotipo VW era cromado. Moldura de vidros, retrovisores e frisos eram cinza e a parte superior dos para-choques vinha na cor grafite. 




     Lanternas fumê, escapamento oval, antena no teto, molduras sob as portas, pneus 185/60 HR 14 Pirelli P-600 e vidros laterais e traseiro verdes complementavam o visual.






     Por dentro, havia trava central e sobre o carpete cinza ficavam tapetes com a sigla EX. O câmbio manual era o do Gol GTi. Iluminação vermelha tingia os instrumentos e os bancos Recaro e a forração eram de couro cinza, mas podiam ser pedidos de tecido.

Rodas com pintura prata e câmbio automático de três marchas eram outros opcionais. Tudo isso saía por 1,4 milhão de cruzados novos, hoje cerca de 244 000 reais.




     Enquanto no GTi a injeção roubava a cena, no EX a suspensão tinha brilho próprio. “Com amortecedores a gás (que são melhores que os convencionais porque não perdem eficiência sob uso intermitente), o Santana ficou suave sem ser mole e estável sem ser duro”, para quem o EX era quase outro Santana.

     O melhor, porém, é que a essa característica juntaram-se a potência e as respostas rapidíssimas do motor 2.0 com injeção. Mais que melhor controle em curvas, os amortecedores a gás atenuaram as empinadas que faziam o Santana perder tração nas saídas.

     Quando a impressão foi traduzida em números no teste duas edições depois, o resultado não impressionou tanto. Foi de 0 a 100 km/h em 11,5 segundos e atingiu 168,5 km/h. Ainda assim, estabilidade, silêncio, suavidade do motor e qualidade do ar-condicionado e da direção hidráulica progressiva se destacaram. Já itens como a falta de regulagem de altura do volante e de computador de bordo e uma borracha tapando o buraco original da antena no para-lama eram falhas que não condiziam com seu preço.






Um comentário:

  1. muito bom meu amigo gostei muito,tenho um ex 90 acho q é o único aqui em Recife PE adoro meu carro onde passa chama a atenção.

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