domingo, 28 de maio de 2017

MÁQUINA DO TEMPO - MOTOS DOS ANOS 70 - YAMAHA TT 125


YAMAHA
TT 125
Lançada em 1979


     Yamaha TT 125 foi a primeira motocicleta Yamaha todo-terreno nacional de fábrica. Baseada na mecânica e estrutura da RX 125, foi completada por equipamentos projetados para permitir seu uso também no fora-de-estrada. A Yamaha TT 125 pode rodar na cidade sendo até bastante rápida para sua categoria (pode chegar a 107 km/h). Os pneus são do tipo trail, sendo uma solução intermediária que permite rodar, com algumas limitações, tanto na cidade como fora do asfalto.

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lançada no Brasil



     O conjunto motor/câmbio é idêntico ao da RX 125, desenvolvendo 12,5cv a 7.500 rpm. Monocilíndrico de 2 tempos o motor da TT 125 tem apenas um acabamento diferente, em preto fosco. 

     O câmbio de cinco marchas, tem escalonamento mais linear, e a relação final foi modificada: o pinhão de 16 dentes da RX 125 foi reduzido para 15 dentes.
     A lubrificação do motor é automática, Autolube, com tanque de óleo 2 tempos para 1,5 litros.
     A suspensão dianteira tem garfo telescópico, molas helicoidais externas e amortecimento hidráulico. Esse garfo teve seu curso aumentado em 20mm, em relação à RX 125, totalizando 120mm. Na traseira o amortecimento é por braço oscilante, molas helicoidais acopladas a amortecedores hidráulicos, sem regulagem.

     Os freios são a tambor nas duas rodas, com acionamento mecânico. Também os mesmos da RX 125, com 70mm de diâmetro.
      Por utilizar muitos componentes comuns à linha RX da Yamaha, as peças da TT são de fácil reposição. A manutenção é simples, e o sistema Autolube dispensa a mistura óleo/gasolina no próprio tanque.
     Na prática do todo-terreno falta um pouco de torque em baixa rotação da Yamaha TT 125. No trânsito urbano é uma moto rápida.         
     Uma opção para quem quer praticar o fora-de-estrada é colocar coroa e pinhão da Yamaha RX 80, por exemplo, diminuindo sua velocidade final e aumentando o torque em baixa velocidade.


     A suspensão, ponto fundamental em uma fora-de-estrada, é apenas razoável em terrenos acidentados, e confortável e estável em ruas ou estradas asfaltadas. O motor de 2 tempos é agressivo, e o quadro tem reforços de montagem e soldagem. O guidão, tipo cross, é amplo, dando boa maneabilidade tanto no asfalto como na terra, onde sua largura é fundamental para manobras que exigem mais força ou apoio. O escapamento lembra um "dimensionado" de pistas, mas passa por baixo do motor "roubando" 10 cm da altura livre do solo. O consumo, no fora-de-estrada, fica entre 15 e 20 km/l. Na cidade chega entre 20/25 km/l, chegando a quase 30 km/l na estrada.
















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