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domingo, 11 de maio de 2014

MOTO DOS ANOS 80 - XL 250 R ( HONDA ) - PARTE 1

XL 250 R(1982-1984)
XLX 250 R (1984 - 1986)

XL 250 R
(1982-1984)

        XL 250R chegava ao mercado internacional em abril de 1982, com suspensão traseira monomola Pro-Link, sistema elétrico de 12 volts, câmbio de seis marchas e rodas menores (de 21 pol à frente e 17 pol atrás, contra 23 e 18 pol das anteriores).

   Se não servia para ir à lua, como sugeria o anúncio, a XL brasileira era mesmo assim inovadora: motor e ciclística modernos, quatro válvulas, bom desempenho em qualquer condição de uso.
    Introduzida em julho de 1982, a XL nacional era, portanto, uma moto moderna mesmo em termos mundiais. A exemplo da DT, exibia estilo robusto e porte imponente, com pára-lamas altos e pneus de uso misto. Uma pequena carenagem protegendo o farol e as tampas laterais, com espaço para fixação de número em competições, eram novidades em relação à Yamaha.

       A nova 250 atendia aos adeptos do motor quatro-tempos, com seu torque bem distribuído e ausência de fumaça oleosa pelo escapamento. E o fazia com um motor bastante moderno, em que o cabeçote utilizava quatro válvulas, pela primeira vez em uma moto nacional. Com 249 cm3 de cilindrada e refrigeração a ar, desenvolvia 22 cv de potência e um torque suficiente para um bom desempenho na cidade, na estrada e fora dela.


    A XL era também a primeira Honda nacional com suspensão traseira monomola, denominada Pro-Link, avanço substancial sobre a de duas molas utilizada nas motos urbanas e na FS 125. Apesar da relação de transmissão curta, podia-se viajar com relativo conforto e atingir velocidade máxima de 126 km/h, boa para uma época em que quase não havia motos de mais de 180 cm3 circulando.

XLX 250 R 
(1984 - 1986)


       Em abril de 1984, passava a se chamar XLX 250R e ganhava um motor reformulado: novos diâmetro e curso do pistão, taxa de compressão mais alta, cabeçote com disposição radial das válvulas ou RFVC (Radial Four Valve Chamber, câmara de combustão com quatro válvulas radiais).



       Surgia também um segundo carburador, que atuava apenas em altas rotações e logo se mostraria fonte de problemas, por seus "engasgos" esporádicos ao abrir. A XLX desenvolvia 25 cv, 3 cv a mais que a XL, e passava a 2,2 m.kgf de torque; a velocidade máxima chegava a 133 km/h.


FRED CUNHA NEWS

2 comentários:

  1. Caro Fred, se posso dizer que sou apaixonado por uma moto, é pela XL 250 R. Parabéns por esta publicação!

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    1. Concordo também!! Realmente sempre foi minha moto dos sonhos, quando garoto.
      Se soubesse onde encontrar uma branca, como a do anúncio, faria o possível para comprá-la.

      Otto, Tubarão SC

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