sexta-feira, 3 de março de 2017

MÁQUINA DO TEMPO - PRODUTOS E IMAGENS DOS ANOS 80 - TOCA DISCOS - PARTE 12




Toca Discos   

Enquanto a maioria dos adolescentes de hoje se preocupa em adquirir "mini" aparelhos cada vez mais modernos e sofisticados, como o Ipod por exemplo, os adolescentes na década de 80 se preocupavam em comprar um toca disco. De todas as cores e modelos, e até portáteis, quem não queria um? Sim, toca-discos, vitrola, pick-ups, aqueles aparelhos antigos que tocavam os discos de vinil e a maioria dos adolescentes de hoje nunca viram...

   Era legal quando os amigos se reuniam para ouvir um disco novo. A época do toca disco tinha isso de bom, as pessoas se reuniam para ouvir música.

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   Um modelo que com certeza todo mundo lembra é aquele colorido da Phillips! Esse modelo era simples, tinha apenas o toca disco, mas era lindo e era menor! Portanto mais fácil de carregar. A qualidade de som era limitada, mas por ser portátil realmente não tinha como ser muito melhor. Afinal de contas a intenção era ter um melhor e mais profissional em casa e esse para poder carregar. Foram lançados em duas cores: vermelho e amarelo. Ainda conseguimos encontrá-los, mas por ser uma raridade custa um pouco caro.



   Quem viveu essa fase sabe que por mais moderno que possa ser um aparelho de som hoje em dia, não há nada como um toca discos. A qualidade pode ser discutível para alguns, às vezes ate inferior ao de muitos aparelhos modernos. Mas a sensação que ele proporciona... só quem viveu essa época mágica sabe!


   Houve também a geração dos 3 em 1, aparelhos que começaram com a Gradiente, e os inesquecíveis System 95 e System 96 (lembrando que o número acima não é ano de fabricação, eles foram lançados no começo dos anos 80 no Brasil). Com receiver (FM e receptor dos outros aparelhos para amplificação e passagem para as caixas de som), Toca-fitas e Toca-discos. Enquanto no começo da década era restrito a poucos que podiam pagar por essa qualidade sonora aliada à tecnologia no meio dos anos 80 começaram a surgir os equivalentes da Sanyo, CCE, e produtos menos duráveis. No final dos anos 80, os modelos 3 em 1 mais requintados, foram substituídos por modelos mais populares anos à frente, incluindo double deck, (aparelhos de som com 2 toca-fitas), que embora fossem mais modernos, já não primavam mais por tanta qualidade, pois com a importação desenfreada de aparelhos 3 em 1 paraguaios, as poucas empresas brasileiras que ainda faziam modelos de qualidade superior, tiveram que se adaptar ao mercado e fizeram produtos inferiores em qualidade). Era a modernidade, aqueles aparelhos para durar a vida inteira do começo da década forma aos poucos dando lugar aos modelos "casas bahia" feitos para durar 3 ou 4 anos... Entre os 3 em 1 mais marcantes, além do System 96 da Gradiente podemos destacar o Phillips que era num 'pacote' só, ou monobloco se preferirem, o CCE (que na época ganhou o famigerado apelido - 'Comecei Comprando Errado') entre diversos outros modelos que fizeram a geração do 3 em 1. Na virada da década, o 3 em 1 continuou a ser fabricado, mas com uma mudança, o CDplayer era o terceiro aparelho no lugar do querido toca-discos.




   Aliás, parece que hoje em dia, apesar da qualidade de som ser muito superior, o interesse em apreciar já não importa tanto. Com a chegada de formatos como o MP3, a música se tornou um pouco descartável e por causa da facilidade e rapidez a rotatividade é muito grande também..
Acho que hoje o interesse em relação à capacidade de armazenamento é muito maior do que o interesse pela própria música. Deve ser porque os jovens de hoje não tiveram a chance de acompanhar a evolução desses aparelhos, hoje eles têm tudo na palma das mãos! Para eles é como se sempre tivesse sido assim, acho que por isso não dão tanto valor.


   Haviam também as pick-ups ultra-avançadas utilizadas pelos DJs nas danceterias dos anos 80, como as Technics, principalmente as MK-II, que era o modelo mais bem acabado, com a melhor aceleração, retorno, pitch preciso (pitch é o altera a velocidade do disco, não o número de rotações especificamente, 33 1/2, 45 rpm, etc, mas apenas uma porcentagem em torno da rotação original do disco), era o mais preciso para acertar as batidas, as mesmas pick-ups que serão usadas neste sábado na noite do vinil do Autobahn, as inesquecíveis MK-2, geração mais desejada dos toca-discos em todo o mundo. A Technics anunciou no ano passado a descontinuidade da fabricação de pick-ups, a série MK já estava na quinta geração, mas devido à baixa procura no mercado de aparelhos novos com essa alta tecnologia de performance para tocar discos que se restringiu apenas a alguns clientes mundiais.



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Um comentário:

  1. CARACAS ISSO É QUE ERA ÉPOCA BOA, MEU PAI TINHA UM TOCA DISCOS, DA PHILIPS MAS ELE SÓ PODIA SER LIGADO A TARDE QUANDO ELE CHEGAVA DA ROÇA OU SE NÃO AOS DOMINGOS ANTES DA MISSA , EU FICAVA DEITADO NO ASSOALHO E FICAVA SONHANDO, E IMAGINANDO COMO ERA QUE A VOS DOS CANTORES IA PARAR ALI, EITA SAUDADE.

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